Estou eu aqui, quase três meses depois, de volta. Desculpem-me pela inconstância queridos leitores. É que acontecimentos urgentes sempre me roubam de compartilhar reflexões e vivências.
Faz tão pouco tempo desde a última reflexão lançada aqui e mesmo assim parece que faz uma vida inteira. Fiz uma cirurgia, passei um bom tempo meio que ilhada, percebi alguns detalhes até então desconhecidos em minha vida, iniciei na terapia. Enfim, são tempos de MUITA efervescência interior, de um contato tão íntimo comigo mesma que às vezes chega a ser doloroso.
Hoje particularmente saí arrasada da sessão com meu terapeuta. Falava, mais uma vez, da minha dificuldade (quase impossibilidade) de ser "Amanda". E já escrevendo esta postagem me vem a mente que, mesmo estando nesse processo de busca de autoconhecimento, não sei quem sou de fato.
Corro, intensamente, de um lado para o outro, tentando me encontrar. Contudo vivo presa nos pólos opostos, indo do 8 ao 80 sem sequer respirar um meio termo. Sou dura comigo mesma, me exijo demais, mas hoje simplesmente percebi momentos em que minha vontade era não ter compromisso com ninguém. Experimentar...
Como essa palavra pode ser difícil e até mesmo censurável na cultura que me formou. Experimentar é feio, é pecado, é coisa de quem não tem futuro, de quem não tem o que fazer. Experimentar é coisa de gente superficial. E, contraditoriamente, me percebo agora fútil e superficial justamente por não ter experimentado, por ter me deixado prender ao que esperavam de mim. Percebo que a imagem de ousada, de transgressora com a qual muitos me definiram algum dia nada mais foi do que nada. Uma farsa, um disfarce, um faz de conta.
Era uma vez uma menina que queria ser heroína, só que ela tinha medo de errar. Então ela encontrou pessoas que tinham mais medo do que ela e essas pessoas a faziam sentir valente, poderosa. Era uma vez minha história. Acho que essa sou eu. Covarde, acuada, com medo de ser rejeitada. Procurando a todo custo uma caixinha para se enquadrar.
E hoje percebo que essas caixinhas de definições que me incomodam tanto, foram meticulosa e inconscientemente(?) escolhidas a dedo por mim. Escrevi meu script, escolhi o elenco e ao me deparar com o enredo compreendo que não é isso que eu quero, mas o que fazer se não sei o que quero, não sei sequer quem eu sou. Depois de mais de três anos, no mínimo, de caminhada pela busca interior, hoje parece ter sido a primeira vez em que de verdade dei um passo fora da zona de conforto e em direção a mim.
Minha cabeça está doendo. Já tentei meditar sem êxito. Chorei e briguei com meu passado, pela crueldade com que me tratou. Acho que agora é hora de construir novas paredes, novas estradas, novas pontes. Desejo experimentar descobrir quem eu sou. Quero isso. Espero continuar dando passos...
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
sábado, 3 de agosto de 2013
Coisas de A.S.'s
Tem dias que são ideais para a introspecção, para refletir sobre os rumos tomados, para traçar estratégias. Tenho estado muito em contato comigo mesma, buscado integrar aspectos ainda adversos da minha história de vida e me reconstruir a cada nova descoberta.
Aprendi com a minha primeira terapeuta que é fundamental estar em contato com outras pessoas, para compreender que os processos e dificuldades vivenciados não são únicos, que - de um modo ou de outro - não estamos sozinhos no mundo e temos muito a aprender/contribuir uns com os outros.
Hoje saí com duas amigas e pelos acontecimentos vivenciados, recordados e compartilhados, refletimos bastante sobre relações e sobre o interessante fato de que em nosso meio profissional temos muitos relatos/vivências de relacionamentos complicados.
Aos poucos fomos enumerando que essa realidade se faz presente em nossas relações e que, por mais que queiramos, ainda não conseguimos superá-las e construir um relacionamento saudável, com pessoas minimamente "normais".
Será carma profissional? Será praga da Mary Richmond? Será que reproduzimos nossos saberes profissionais na vida íntima e, de certo modo, atraímos sujeitos/usuários para os relacionamentos? É, só rindo mesmo... São muitas conjecturas, mas nenhuma que explique a contento tal problemática.
Como não me arrisco ainda a solucionar tais enigmas, recolho-me a mim mesma e busco, em mim, melhorar o que ainda precisa ser trabalhado. Não é possível entrar em uma relação e esperar aquilo que nós não temos para dar, mas é necessário entrar numa relação sabendo o que se quer e não aceitar menos. Se vamos crescer juntos e compartilhar a vida é preciso que tenhamos, minimamente, o olhar voltado para a mesma direção.
Até encontrar essa desafiante pessoa, sigo comigo, procurando me encontrar.
Aprendi com a minha primeira terapeuta que é fundamental estar em contato com outras pessoas, para compreender que os processos e dificuldades vivenciados não são únicos, que - de um modo ou de outro - não estamos sozinhos no mundo e temos muito a aprender/contribuir uns com os outros.
Hoje saí com duas amigas e pelos acontecimentos vivenciados, recordados e compartilhados, refletimos bastante sobre relações e sobre o interessante fato de que em nosso meio profissional temos muitos relatos/vivências de relacionamentos complicados.
Aos poucos fomos enumerando que essa realidade se faz presente em nossas relações e que, por mais que queiramos, ainda não conseguimos superá-las e construir um relacionamento saudável, com pessoas minimamente "normais".
Será carma profissional? Será praga da Mary Richmond? Será que reproduzimos nossos saberes profissionais na vida íntima e, de certo modo, atraímos sujeitos/usuários para os relacionamentos? É, só rindo mesmo... São muitas conjecturas, mas nenhuma que explique a contento tal problemática.
Como não me arrisco ainda a solucionar tais enigmas, recolho-me a mim mesma e busco, em mim, melhorar o que ainda precisa ser trabalhado. Não é possível entrar em uma relação e esperar aquilo que nós não temos para dar, mas é necessário entrar numa relação sabendo o que se quer e não aceitar menos. Se vamos crescer juntos e compartilhar a vida é preciso que tenhamos, minimamente, o olhar voltado para a mesma direção.
Até encontrar essa desafiante pessoa, sigo comigo, procurando me encontrar.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Do lado de dentro...
Tenho uma curiosidade bastante aguçada, gosto de saber das novidades, de estar inteirada sobre os assuntos... Mas percebi que algumas vezes esse excesso de informações me levava a ficar ansiosa, sufocada, pesada. Nada mais difícil para alguém como eu que, "como uma segunda pele, um calo, uma casca, uma cápsula protetora; ai, eu quero chegar antes, pra sinalizar o estar de cada coisa, filtrar seus graus". Mas de alguma forma o autoconhecimento, o amadurecimento e, talvez, a fé, me ajudaram a relaxar mais. Dizem que os geminianos (não acredito em signos e nessas coisas astrológicas, ok?) são pessoas comunicativas, tagarelas, talvez essa tese explicasse a minha necessidade de comunicação, de informação, sei lá... O fato é que viver um dia de cada vez, sem expectativas, sem a busca constante por prever o próximo segundo tem me feito muito bem. Quem me olha de verdade consegue perceber que estou mais calma, mais paciente, que a minha angústia existencial típica tem dado espaço a uma nova perspectiva de encarar a vida e os fatos. Ainda me apavoro, ainda me estresso, ainda sinto vontade de esbravejar alguns palavrões vez por outra, mas também já consigo "deixar estar", me importar menos, estar mais consciente dos meus valores, me deixar influenciar menos pela opinião alheia. Minha cura tem nome: liberdade de ser eu, e o melhor, ninguém pode tirar isso de mim.
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Pra puta que pariu!
Hoje eu saí por aí, resolvi aproveitar o feriado com amigos e fizemos alguns programas alternativos, bem diferentes do que tenho feito ultimamente. Vi gente "non sense", ri das marmotas, cantei, quase dancei, bati perna na beira mar, vi pessoas apaixonadas e, para variar, refleti. Ao chegar em casa, reparei num espinho que já estava me machucando a algum tempo e resolvi arrancá-lo de vez da minha vida.
Depois me deparei com a frase "genial": "Não deixe que a sua educação te impeça de mandar a pessoa ir pra puta que pariu". Fechou meu dia com chave de ouro! Mas espere um pouco... Tinha que vir aqui compartilhar minhas sandices com meus leitores! (Muitos risos)
Sabe, você, cidadão polido, exemplar, que paga suas contas em dia, que paga seus impostos devidamente, que trata bem as pessoas, que se dedica às relações e faz de tudo para levar boas energias para onde vai? Sabe, você, pessoa altruísta, amiga, sincera, leal, ética, pontual, trabalhadora, responsável e tudo mais? Sim, eu sei, sou dessas... Sabe, você, se ver, apesar de sempre tentar ser e dar o melhor no que faz, sempre levando a pior? Sendo envolvida em picuinhas, traída, esculhambada, injustiçada, menosprezada e tudo mais?
Pois é, minha gente, mas antes deste post assumir um discurso vitimizado, ele vem cumprir papel de catarse, de realmente mandar essa gente toda PRA PUTA QUE PARIU! Sim, porque, afinal de contas, eu e você, que se identifica com o que mencionei anteriormente, somos pessoas maravilhosas, fabulosas, incríveis, pérolas jogadas nesse chiqueiro que o mundo muitas vezes acaba sendo.
Se não nos compreendem, vão PRA PUTA QUE PARIU!
Se não nos respeitam, vão PRA PUTA QUE PARIU!
Se não nos valorizam, vão PRA PUTA QUE PARIU!
Sem mais por hoje!
Depois me deparei com a frase "genial": "Não deixe que a sua educação te impeça de mandar a pessoa ir pra puta que pariu". Fechou meu dia com chave de ouro! Mas espere um pouco... Tinha que vir aqui compartilhar minhas sandices com meus leitores! (Muitos risos)
Sabe, você, cidadão polido, exemplar, que paga suas contas em dia, que paga seus impostos devidamente, que trata bem as pessoas, que se dedica às relações e faz de tudo para levar boas energias para onde vai? Sabe, você, pessoa altruísta, amiga, sincera, leal, ética, pontual, trabalhadora, responsável e tudo mais? Sim, eu sei, sou dessas... Sabe, você, se ver, apesar de sempre tentar ser e dar o melhor no que faz, sempre levando a pior? Sendo envolvida em picuinhas, traída, esculhambada, injustiçada, menosprezada e tudo mais?
Pois é, minha gente, mas antes deste post assumir um discurso vitimizado, ele vem cumprir papel de catarse, de realmente mandar essa gente toda PRA PUTA QUE PARIU! Sim, porque, afinal de contas, eu e você, que se identifica com o que mencionei anteriormente, somos pessoas maravilhosas, fabulosas, incríveis, pérolas jogadas nesse chiqueiro que o mundo muitas vezes acaba sendo.
Se não nos compreendem, vão PRA PUTA QUE PARIU!
Se não nos respeitam, vão PRA PUTA QUE PARIU!
Se não nos valorizam, vão PRA PUTA QUE PARIU!
Sem mais por hoje!
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Primeiros passos
Às vezes tudo
parece ir de mal a pior, o amor não vem, o sono se vai, o sol desaparece
e o tédio se instala, o ônibus atrasa, a dança tropeça, o coração
esfria e a música se perde!
A vida tem disso, nem sempre sai como planejado e quando perdemos as rédeas da nossa história o melhor é respirar fundo e tentar novamente... Reassumir nosso papel de condutores!
É fato que nós perdemos, por diversas vezes, no placar da vida, mas mais certo que isso deve ser nossa persistência em jogar novamente, arriscar tudo, seguir adiante...
A esperança, o amor, a luz, a dignidade, a fé e a honra existem naqueles que persistem apesar dos contratempos, que não desistem quando as tempestades se instalam, que ousam sonhar, que teimam em acreditar!
Os nossos atos geram consequências sobre a vida, cada um carrega consigo essa certeza. Se plantarmos, colheremos! E assim as revoluções acontecem... E assim é que transformamos a nós mesmos constantemente...
A oportunidade de semear nos é dada a cada instante e, junto com ela, as possibilidades de também nos (re)construirmos... É preciso ter coragem e dar o primeiro passo em direção ao lugar onde queremos chegar!
A vida tem disso, nem sempre sai como planejado e quando perdemos as rédeas da nossa história o melhor é respirar fundo e tentar novamente... Reassumir nosso papel de condutores!
É fato que nós perdemos, por diversas vezes, no placar da vida, mas mais certo que isso deve ser nossa persistência em jogar novamente, arriscar tudo, seguir adiante...
A esperança, o amor, a luz, a dignidade, a fé e a honra existem naqueles que persistem apesar dos contratempos, que não desistem quando as tempestades se instalam, que ousam sonhar, que teimam em acreditar!
Os nossos atos geram consequências sobre a vida, cada um carrega consigo essa certeza. Se plantarmos, colheremos! E assim as revoluções acontecem... E assim é que transformamos a nós mesmos constantemente...
A oportunidade de semear nos é dada a cada instante e, junto com ela, as possibilidades de também nos (re)construirmos... É preciso ter coragem e dar o primeiro passo em direção ao lugar onde queremos chegar!
Assinar:
Postagens (Atom)